O Óleo Essencial de Palmarosa (Cymbopogon martini) é uma espécie de capim perene muito aromático, é nativo do sudeste da Ásia, especialmente Índia e Paquistão e muito cultivado para extração de seu óleo essencial. Por causa de seu alto conteúdo de geraniol, cerca de 70% presente no óleo essencial de Palmarosa, tem sido muito utilizado para adulterar o óleo essencial de rosas, que possui este componente, assim como está presente também no óleo essencial de citronela e gerânio.
Para extração de 1 litro de óleo essencial de Palmarosa, são necessários aproximadamente 40 kg da planta.
A Aromaterapia é reconhecida e descrita pelo Ministério da Saúde, através da Portaria n. 1.988/2018, como uma “Prática terapêutica que utiliza as propriedades dos óleos essenciais para recuperar o equilíbrio e a harmonia do organismo visando à promoção da saúde física e mental.”, e a incluiu nos procedimentos e serviços especializados de Práticas Integrativas e Complementares (PICS) da Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses Próteses e Materiais Especiais do SUS e no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).
No Brasil os Óleos Essenciais não são considerados substâncias medicamentosas, eles são caracterizados e regulamentados pela ANVISA como aromatizantes naturais, dentro da categoria dos cosméticos. Seu uso dentro da Aromaterapia tem caráter de terapia complementar e não substitui a procura por um médico especializado para que este forneça orientações no caso de sintomas persistentes ou de reações adversas.
Apesar de 100% naturais e de alta qualidade, os óleos são concentrados e podem apresentar propriedades fotossensíveis, dermocausticas ou até mesmo causar alergias, demandando cuidados na utilização. A ingestão não é recomendada, a menos que indicado por um profissional da saúde e/ou aromaterapeuta qualificado. Óleos Essenciais devem sempre estar fora do alcance de crianças.